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	<title>Sociedade Portuguesa de Aterosclerose</title>
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	<title>Sociedade Portuguesa de Aterosclerose</title>
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		<title>Dislipidemia: Identificar precocemente, referenciar adequadamente e tratar até ao alvo</title>
		<link>https://spaterosclerose.org/noticias/dislipidemia-identificar-precocemente-referenciar-adequadamente-e-tratar-ate-ao-alvo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 11:41:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[As doenças cardiovasculares continuam a liderar as causas de mortalidade a nível mundial, tornando o controlo rigoroso e precoce da dislipidemia uma prioridade clínica inequívoca. Numa entrevista à News Farma Isabel Palma, endocrinologista na Unidade Local de Saúde de Santo António, analisou os critérios determinantes para a referenciação a cuidados hospitalares especializados e abordou o papel [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">As doenças cardiovasculares continuam a liderar as causas de mortalidade a nível mundial, tornando o controlo rigoroso e precoce da dislipidemia uma prioridade clínica inequívoca. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa entrevista à News Farma <strong>Isabel Palma</strong>, endocrinologista na Unidade Local de Saúde de Santo António, analisou os critérios determinantes para a referenciação a cuidados hospitalares especializados e abordou o papel de um pequeno RNA de interferência com regime de administração semestral na superação dos desafios da adesão e na concretização efetiva das metas terapêuticas lipídicas (<em>treat-to-target</em>). </p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia a <a href="https://mediconews.pt/dislipidemia-identificar-precocemente-referenciar-adequadamente-e-tratar-ate-ao-alvo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">entrevista</a> na íntegra.</p>
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		<title>O risco oculto da adiposidade na doença cardiovascular: tratar a causa e não apenas as complicações</title>
		<link>https://spaterosclerose.org/noticias/o-risco-oculto-da-adiposidade-na-doenca-cardiovascular-tratar-a-causa-e-nao-apenas-as-complicacoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 11:39:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A adiposidade, caracterizada pelo excesso e disfunção dos adipócitos, assume-se atualmente como o “risco remanescente” que a Medicina procurava “há décadas” combater, estando na génese da inflamação sistémica e da resistência à insulina. Em declarações à News Farma durante as 19.as Jornadas de Prevenção do Risco Cardiovascular em MGF, Joana Louro, internista na Unidade Local de Saúde do [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A adiposidade, caracterizada pelo excesso e disfunção dos adipócitos, assume-se atualmente como o “risco remanescente” que a Medicina procurava “há décadas” combater, estando na génese da inflamação sistémica e da resistência à insulina. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em declarações à News Farma durante as 19.<sup>as</sup> Jornadas de Prevenção do Risco Cardiovascular em MGF, <strong>Joana Louro</strong>, internista na Unidade Local de Saúde do Oeste, partilha as principais conclusões da sua preleção intitulada “Doenças Crónicas Associadas À Adiposidade”. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista alerta para a urgência de uma mudança de paradigma clínico: focar o tratamento na “doença-mãe” em vez de intervir apenas quando as complicações cardiovasculares graves já estão presentes. Assista à <a href="https://mediconews.pt/o-risco-oculto-da-adiposidade-na-doenca-cardiovascular-tratar-a-causa-e-nao-apenas-as-complicacoes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">entrevista</a>.</p>
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		<item>
		<title>Doença coronária: o impacto da consulta dedicada e da inovação terapêutica na adesão e no prognóstico dos doentes</title>
		<link>https://spaterosclerose.org/noticias/doenca-coronaria-o-impacto-da-consulta-dedicada-e-da-inovacao-terapeutica-na-adesao-e-no-prognostico-dos-doentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 10:33:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A propósito do recente financiamento de um inibidor da PCSK9 injetável de administração semestral, Joana Rodrigues, especialista em Cardiologia na Unidade Local de Saúde de São João, explicou à News Farma que este avanço permite otimizar o tratamento de doentes com doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida. A especialista fala também sobre o papel das consultas de doença [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A propósito do recente financiamento de um inibidor da PCSK9 injetável de administração semestral, <strong>Joana Rodrigues</strong>, especialista em Cardiologia na Unidade Local de Saúde de São João, explicou à News Farma que este avanço permite otimizar o tratamento de doentes com doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista fala também sobre o papel das consultas de doença coronária, sublinhando que este tipo de seguimento é fundamental para aproveitar a maior suscetibilidade dos doentes para a mudança de hábitos e para reforçar a importância da adesão à terapêutica. <a href="https://mycardiologia.pt/entrevistas/doenca-coronaria-o-impacto-da-consulta-dedicada-e-da-inovacao-terapeutica-na-adesao-e-no-prognostico-dos-doentes/220248/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Assista aos depoimentos</a>.</p>
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		<title>Abordagem holística do risco cardiovascular: o caminho para atingir as metas de C-LDL</title>
		<link>https://spaterosclerose.org/noticias/abordagem-holistica-do-risco-cardiovascular-o-caminho-para-atingir-as-metas-de-c-ldl/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 16:16:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Na qualidade de investigador principal do estudo SANTORINI-Europe, Patrício Aguiar trouxe uma perspetiva integradora sobre a gestão de doentes complexos durante as “Conversas com Evidência – Tertúlia da Revista Portuguesa de Cardiologia” com o tema “Fechar o gap do C-LDL: lições da subanálise portuguesa do SANTORINI”. Em entrevista à News Farma, o especialista em Medicina Interna da Unidade Local [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Na qualidade de investigador principal do estudo SANTORINI-Europe,<strong> Patrício Aguiar</strong> trouxe uma perspetiva integradora sobre a gestão de doentes complexos durante as “Conversas com Evidência – Tertúlia da Revista Portuguesa de Cardiologia” com o tema “Fechar o <em>gap</em> do C-LDL: lições da subanálise portuguesa do SANTORINI”. Em entrevista à News Farma, o especialista em Medicina Interna da Unidade Local de Saúde de Santa Maria enfatiza, pela natureza da sua especialidade, a necessidade de “olhar sempre para o doente como um todo e para todos os fatores de risco vascular em simultâneo”, uma visão global que define o risco real do indivíduo e obriga a adequar as estratégias terapêuticas para atingir os valores-alvo lipídicos preconizados nas <em>guidelines</em> europeias.</p>



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<iframe title="Abordagem holística do risco cardiovascular: o caminho para o alvo" src="https://player.vimeo.com/video/1192220117?h=de178f11ac&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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		<title>Aterosclerose: o futuro debate-se em Tróia</title>
		<link>https://spaterosclerose.org/noticias/aterosclerose-o-futuro-debate-se-em-troia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 17:17:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente do XXXIV Congresso Português de Aterosclerose, Rodrigo Leão, convida a comunidade médica a participar no evento que acontece, de 15 a 17 de outubro, no Centro de Congressos de Tróia. Sob o mote “Novos Rumos, Novos Horizontes”, a iniciativa da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose propõe uma reflexão alargada sobre prevenção e tratamento da [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O presidente do XXXIV Congresso Português de Aterosclerose, Rodrigo Leão, convida a comunidade médica a participar no evento que acontece, de 15 a 17 de outubro, no Centro de Congressos de Tróia. Sob o mote “Novos Rumos, Novos Horizontes”, a iniciativa da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose propõe uma reflexão alargada sobre prevenção e tratamento da doença cardiovascular. Veja o vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="RODRIGO LEÃO_STDp4 (1)" src="https://player.vimeo.com/video/1203402339?h=0da4e55545&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Na mensagem dirigida aos profissionais, Rodrigo Leão sublinha a importância da ação conjunta: cada avanço conta e pode redefinir o percurso clínico dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Pretendemos abrir novos caminhos na prevenção e no tratamento da doença cardiovascular. E porque cada passo conta, e porque podemos juntos definir um novo futuro na doença cardiovascular, esperamos por vocês”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O congresso pretende afirmar-se como espaço de partilha científica e construção de novas respostas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações <a href="https://www.cpa2026.pt/" data-type="link" data-id="https://www.cpa2026.pt/">aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Eleito o projeto vencedor Bolsa Akira 2025/2026</title>
		<link>https://spaterosclerose.org/noticias/eleito-o-projeto-vencedor-bolsa-akira-2025-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 15:50:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[“Rastreio de fatores de risco cardiovascular em imigrantes nacionais (RACI): Estudo observacional em contexto comunitário” é o projeto vencedor da edição 2025/2026 da Bolsa Akira e tem como autora principal a Dr.ª Patrícia Vasconcelos, especialista em Medicina Interna na ULS Amadora/Sintra. A cerimónia de entrega do prémio vai realizar-se na sessão de abertura do XXXIV&#160;Congresso [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">“Rastreio de fatores de risco cardiovascular em imigrantes nacionais (RACI): Estudo observacional em contexto comunitário” é o projeto vencedor da edição 2025/2026 da Bolsa Akira e tem como autora principal a Dr.ª Patrícia Vasconcelos, especialista em Medicina Interna na ULS Amadora/Sintra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cerimónia de entrega do prémio vai realizar-se na sessão de abertura do XXXIV&nbsp;<a href="https://www.cpa2026.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Congresso Português de Aterosclerose</a>, no Troia Design Hotel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O comité científico da Bolsa Akira 2025/2026, a Sociedade Portuguesa de Aterosclerose e a Daiichi-Sankyo, congratulam o vencedor.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Convocatória Assembleia Geral</title>
		<link>https://spaterosclerose.org/noticias/convocatoria-assembleia-geral-25/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 12:31:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao abrigo do Artigo 23.º, ponto 1, alínea b, dos Estatutos da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose, convoco uma Assembleia Geral Ordinária para o dia 30 de junho de 2026, pelas 18h e 30 min, a ter lugar na sua sede, sita na Avenida José Malhoa – n.º 2, Edifício Malhoa Plaza – Tardoz, Escritório 3.4 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Ao abrigo do Artigo 23.º, ponto 1, alínea b, dos Estatutos da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose, convoco uma Assembleia Geral Ordinária para o dia 30 de junho de 2026, pelas 18h e 30 min, a ter lugar na sua sede, sita na Avenida José Malhoa – n.º 2, Edifício Malhoa Plaza – Tardoz, Escritório 3.4 – Piso 3, 1070-158 Lisboa, em formato híbrido.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Ordem de Trabalhos</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Informações</strong><br></li>



<li><strong>Apresentação, discussão e votação das contas relativas ao exercício do ano 2025.</strong></li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">SSe à hora indicada não estiverem presentes o número de sócios que em termos estatutários permitam que a mesma tenha lugar, desde já fica feita uma 2.ª convocatória para 30 minutos após a hora da 1.ª convocatória, no mesmo local e com a mesma ordem de trabalhos, com o número de sócios presentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lisboa, 12 de junho de 2026</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>A Presidente da Assembleia Geral</strong></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em><em>Prof.ª Doutora Luciana Couto</em></em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dislipidemia: o fator silencioso no centro da doença cardiovascular</title>
		<link>https://spaterosclerose.org/noticias/dislipidemia-o-fator-silencioso-no-centro-da-doenca-cardiovascular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 14:06:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[As doenças cardiovasculares e cerebrovasculares mantêm-se como a principal causa de morte em Portugal e a dislipidemia ocupa um lugar central neste problema silencioso. Em entrevista ao Jornal Médico, Rui Valente, internista do Hospital Lusíadas Lisboa, analisa o impacto do colesterol LDL na carga de doença aterosclerótica e defende uma abordagem hospitalar mais proativa e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">As doenças cardiovasculares e cerebrovasculares mantêm-se como a principal causa de morte em Portugal e a dislipidemia ocupa um lugar central neste problema silencioso. Em entrevista ao Jornal Médico, Rui Valente, internista do Hospital Lusíadas Lisboa, analisa o impacto do colesterol LDL na carga de doença aterosclerótica e defende uma abordagem hospitalar mais proativa e alinhada com as recomendações atuais para otimizar o controlo lipídico e prevenir novos eventos. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Jornal Médico (JM) | Qual é hoje o verdadeiro impacto da dislipidemia enquanto doença associada a elevada morbilidade e mortalidade, particularmente no contexto das doenças cardiovasculares e cerebrovasculares?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Rui Valente (RV) |</strong>&nbsp;A relação entre o colesterol LDL e o colesterol total (ou ApoB e o colesterol total), ou seja, a carga aterosclerótica do perfil lipídico é o fator de risco mais importante para o desenvolvimento de enfarte agudo do miocárdio. Sabe-se que o risco é tanto maior quando mais elevado o nível de LDL, mas também tem impacto o tempo em que o doente está exposto a níveis elevados de LDL. As doenças cardiológicas e cerebrovasculares continuam a ser a principal causa de morte em Portugal, cerca de 25%. É verdade que a incidência tem descido nos últimos 10 anos, mas continua a ser a principal causa de morbi-mortalidade. A dislipidemia está no centro do problema por ser um problema que não dá sintomas até um momento muito tardio da doença aterosclerótica e por isso tende a existir alguma inércia terapêutica no tratamento deste fator de risco em particular.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JM | Que peso têm atualmente os eventos cardiocerebrovasculares — como o AVC e o enfarte agudo do miocárdio — na pressão exercida sobre os serviços hospitalares, no funcionamento do sistema de saúde e nos custos associados?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RV |</strong>&nbsp;Se olharmos para os dados da Direção-Geral da Saúde publicados em 2025, os eventos cerebrovasculares representam cerca de 20 000 internamentos por ano e a doença coronária cerca de 15 000 internamentos por ano. Estes internamentos representam um custo de 2,85 mil milhões de euros em 7 anos (2017-2024) e, apesar da redução do número de internamentos nos últimos anos, não se verificou uma descida proporcional nos custos associados. Num estudo publicado em 2020, o custo da aterosclerose em 2016 totalizou cerca de 1,9 mil milhões de euros (58% e 42% correspondendo a custos diretos e indiretos, respetivamente). A maior parte dos custos diretos esteve associada aos cuidados de saúde primários e os custos indiretos foram principalmente determinados pela não participação no mercado de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JM | No contexto hospitalar, sobretudo perante um evento agudo em urgência médica ou internamento por AVC ou enfarte, como deve ser feita a abordagem da dislipidemia e do risco lipídico destes doentes?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RV |</strong>&nbsp;O momento do internamento hospitalar por um evento cardiovascular, seja ele um AVC, enfarte agudo do miocárdio ou doença arterial periférica, deve ser um momento de otimização de todos os fatores de risco cardiovascular do doente. Um doente com evento cardiovascular automaticamente passa a ser considerado um doente de muito alto risco, com alvo terapêutico de colesterol LDL abaixo dos 55 mg/dL e com indicação para redução do valor basal de 50%. O internamento é o momento ideal para que a terapêutica seja revista e otimizada por forma a garantir o atingimento dos alvos terapêuticos recomendados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JM | As recomendações da Sociedade Europeia de Cardiologia são muito claras ao defender que os doentes elegíveis em contexto agudo devem iniciar terapêutica combinada. O que preconizam exatamente estas orientações e qual é a sua relevância prática no momento da alta hospitalar?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RV |</strong>&nbsp;As recomendações europeias, nomeadamente no update de 2025 na área da dislipidemia são claras nos alvos terapêuticos a atingir com base no nível de risco dos doentes. A terapêutica não deve ser apenas otimizada no momento do evento cardiovascular, o objetivo primordial é que o doente nunca venha a ter um evento aterosclerótico e a prevenção passa por manter os níveis de LDL no alvo recomendado para um determinado nível de risco. As recomendações são explícitas no que toca à intensidade de cada uma das terapêuticas hipolipemiantes, sendo que uma redução igual ou superior a 50% apenas se consegue com estatinas de alta potência (rosuvastatina ou atorvastatina) nas suas doses mais elevadas ou com terapêutica combinada (no caso da terapêutica oral falamos no ezetimiba e no ácido bempedóico). Uma vez que o atingimento do alvo terapêutico e esta descida de 50% no colesterol LDL não é fácil de atingir, as guidelines são claras ao recomendar a intensificação da terapêutica após um evento aterosclerótico e a recomendar a terapêutica combinada como primeira linha em doentes naive de terapêutica hipolipemiante em que se prevê uma redução superior a 50%.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JM | Apesar destas recomendações internacionais, continua a verificar-se que muitos doentes têm alta apenas com estatinas em monoterapia. A que atribui esta persistência de práticas que não estão alinhadas com a evidência atual?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RV |</strong>&nbsp;O que os estudos demonstram é que não só a maioria dos doentes tem alta sob monoterapia, mas a maioria (cerca de dois terços) tem alta sob estatinas de moderada intensidade, com uma redução prevista de colesterol LDL de 30% na melhor das hipóteses. Este padrão de prescrição reflete-se depois na muito baixa percentagem de doentes de muito alto risco (após evento aterosclerótico) que atingem o alvo terapêutico, com estudos a reportar percentagens de doentes no alvo tão baixa como 3%. É verdade que os alvos terapêuticos são exigentes, mas advêm da demonstração científica de que estes valores são aqueles que reduzem o risco de eventos subsequentes de forma mais significativa. No update de 2025 ainda foi criado um grupo de doentes de risco extremo (eventos cardiovasculares múltiplos ou doentes polivasculares) em que o valor alvo de colesterol LDL deve ser inferior a 40 mg/dL.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este cenário pode ser atribuído a alguma inércia terapêutica por parte dos clínicos, mas também ao incumprimento terapêutico ou até algum ceticismo por parte do doente no que toca à terapêutica hipolipemiante, nomeadamente às estatinas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JM | Que vantagens clínicas concretas oferece a terapêutica combinada com estatina de alta potência e ezetimiba, em termos de eficácia na redução do LDL e segurança, quando comparada com a estatina em monoterapia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RV |</strong>&nbsp;A combinação de ezetimiba a uma estatina de alta potência leva, em média, a uma descida adicional de 15 a 23% do colesterol LDL. O que me parece relevante, numa área em que a adesão terapêutica às estatinas é errática e em que os ‘efeitos adversos’ são muito reportados, é que a combinação com ezetimiba permite atingir os alvos terapêuticos de LDL com doses mais baixas de estatina, levando a uma maior adesão terapêutica e a um consequente melhor controlo do colesterol LDL.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JM | Na sua perspetiva, que mudanças são necessárias ao nível da prática hospitalar para garantir que nenhum doente elegível tenha alta sem uma estratégia terapêutica otimizada para o controlo lipídico e prevenção de novos eventos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RV |</strong>&nbsp;Penso que a abordagem dos doentes com evento cardiovascular aterosclerótico deve ser o mais global possível e a comunicação com o doente deve ser clara. Quando pensamos em ‘terapêutica otimizada’, após um evento aterosclerótico, existe um grande foco na terapêutica antiagregante, por exemplo, o que me parece de extrema importância. No entanto, deve ser tido em conta o risco como um todo e a antiagregação é apenas uma parte da redução de risco de eventos recorrentes, sendo tão importante o controlo do metabolismo lipídico, da glicemia ou da tensão arterial, como dos hábitos como a cessação tabágica e o exercício físico. Igualmente importante é o papel da terapêutica hipolipemiante nos doentes em prevenção primária, precisamente para que nunca venham a ter uma manifestação de doença aterosclerótica. É fundamental que os doentes em prevenção primária estejam estratificados de forma correta, que seja investigada doença aterosclerótica subclínica e sejam avaliados os modificadores de risco, para que os alvos terapêuticos de colesterol LDL estejam claramente definidos e que a terapêutica seja ajustada de forma a que os alvos terapêuticos sejam atingidos. Está comprovado que não é ‘apenas’ o valor absoluto de colesterol LDL que tem um papel no desenvolvimento da placa aterosclerótica, mas também o tempo em que o doente está exposto a níveis elevados de colesterol LDL, pelo que a mensagem deve ser estratificar corretamente, tratar cedo e tratar com as ferramentas que permitam atingir os alvos terapêuticos.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A importância da determinação da Lp(a) na avaliação do risco cardiovascular</title>
		<link>https://spaterosclerose.org/noticias/a-importancia-da-determinacao-da-lpa-na-avaliacao-do-risco-cardiovascula/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 16:48:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[“Lp(a) – O impacto no risco cardiovascular” foi o tema da conferência II do 32.º Congresso Nacional de Medicina Interna, uma sessão científica independente com o apoio de bolsa educacional da Novartis que decorreu sob moderação de João Porto e contou com a palestra de&#160;Francisco Araújo. Em declarações à News Farma, o especialista em Medicina [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">“Lp(a) – O impacto no risco cardiovascular” foi o tema da conferência II do 32.º Congresso Nacional de Medicina Interna, uma sessão científica independente com o apoio de bolsa educacional da Novartis que decorreu sob moderação de João Porto e contou com a palestra de&nbsp;<strong>Francisco Araújo</strong>. Em declarações à News Farma, o especialista em Medicina Interna e presidente da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose explica que a determinação desta lipoproteína é importante, já que se trata de um indicador com forte significado clínico para predizer o risco cardiovascular ao longo da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assista ao&nbsp;<a href="https://mediconews.pt/a-importancia-da-determinacao-da-lpa-na-avaliacao-do-risco-cardiovascular/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vídeo</a>&nbsp;para saber mais.</p>
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		<title>30.º Congresso Português de Obesidade</title>
		<link>https://spaterosclerose.org/agenda/30-o-congresso-portugues-de-obesidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 16:03:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://spaterosclerose.org/?p=2429</guid>

					<description><![CDATA[Hotel Pestana Douro Riverside, Porto]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Hotel Pestana Douro Riverside, Porto</p>
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