Área de Sócio

30.º aniversário

Jornal do Congresso

30.º Congresso Português de Aterosclerose, n.º1

PRIMARY CARE SUMMIT ACADEMY 2022

PCS Academy

Hipercolesterolemia Familiar (HF)

 

Materiais informativos

Hipercolesterolemia Familiar (HF)

Desenvolvidos pelo “International FH Paediatric Register”.

Uma cortesia do Grupo de Investigação Cardiovascular do INSA para chegar as famílias com crianças com FH para que melhor compreendam a sua doença e vivam melhor com ela.

Foram desenvolvidos para idades diferentes com conteúdos adaptados:

segunda-feira, 07 novembro 2022 17:26

Tratar o doente antes de ter aterosclerose: "Esse é o grande objetivo"

A aterosclerose subclínica é um tema “interessante e difícil por não haver consenso internacional nem ensaios com evidência para esta patologia”, começa por explicar o Dr. Diogo Cruz, do Hospital de Cascais, na sua intervenção nos Encontros com Especialistas sobre “Aterosclerose subclínica – o seu reconhecimento pode fazer a diferença”. Veja a entrevista.

Com a ausência de consensos e de evidência, bem como com resultados “que nem sempre são homogéneos”, torna-se fundamental debater e discutir a aterosclerose subclínica, uma vez pode realmente fazer a diferença, já que é “a principal causa de morte e morbilidade, em Portugal” — “é um tema crítico”.

Com a discussão aberta no final da sessão, foi possível “levantar algumas pistas do que será o futuro e de quais são os doentes que deveremos fazer a pesquisa ativa da aterosclerose subclínica para atuar terapeuticamente”.

No entanto, o especialista acredita que o melhor é tratar o doente antes de ter aterosclerose, através dos seus fatores de risco como o colesterol, a hipertensão, a diabetes, a obesidade e até o sedentarismo. “Tratar ativa e atempadamente” destes fatores é o principal segredo.

Além disso, o especialista acrescenta que a dúvida dos profissionais está no diagnóstico da aterosclerose subclínica. Sobre o tratamento não farmacológico, sabe-se que se deve usar “certamente”, já que “todos devemos ter um estilo de vida saudável quer tenha doença ou não”. No entanto, sobre o investimento farmacológico está ainda em debate. “Qual é o grau de investimento farmacológico para atingir alvos mais baixos? Nesse caso, ter ou não um evento faz toda a diferença.”

Por fim, refere que existem custos associados aos fármacos, pelo que surge sempre a questão do benefício de recorrer a tratamentos farmacológicos versus não farmacológicos. “O início da doença farmacológica está mais ou menos bem documentado”. Sabe-se também que “a agressividade depende do grau de doença de cada uma das pessoas, no qual a identificação ou não de aterosclerose pode fazer efeito”, conclui, apelando ao aumento de estudos e evidências para esse efeito.