Heróis egípcios entram nas escolas para travar a hipertensão desde a infância

Heróis egípcios entram nas escolas para travar a hipertensão desde a infância


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09/03/2026


Num país onde cerca de 40% dos adultos vivem com hipertensão, Patrícia Vasconcelos, membro da direção da SPA e médica internista do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, em conjunto com Nuno Bragança, decidiram começar a prevenção junto das crianças entre os cinco e os dez anos. O projeto “Heróis Contra a Hipertensão” quer levar às escolas uma mensagem clara: a tensão arterial não é um problema apenas de adultos, previne-se desde a infância.

Com base na prática clínica diária, Patrícia Vasconcelos defende que a literacia em saúde cardiovascular continua a chegar tarde. Quando o diagnóstico surge, os comportamentos já estão enraizados. A estratégia passa por substituir gráficos e termos técnicos por narrativa e imaginação. As personagens principais inspiram-se em divindades egípcias, como Hathor, Thoth e Anubis, que enfrentam vilões bem reais: o excesso de sal, o sedentarismo, o stress ou os maus hábitos alimentares. Cada herói representa proteção e equilíbrio, cada antagonista simboliza um fator de risco.

O primeiro e-book, “A Ameaça Invisível”, acaba de ser lançado. O segundo está previsto para março e o terceiro para abril, completando a primeira trilogia do projeto ainda este ano letivo.

As histórias serão lidas e exploradas em contexto escolar, integradas em sessões dinamizadas com professores e materiais de apoio pedagógico. O projeto arranca com um piloto em cinco escolas, com a ambição de alargar progressivamente a mais agrupamentos, mediante inscrição através do site da iniciativa.

A avaliação de impacto ficará a cargo da NOVA IMS, que aplicará questionários a crianças, pais e professores antes e depois da intervenção, medindo alterações de conhecimento e perceção de risco. O projeto conta ainda com o suporte científico da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, da Sociedade Portuguesa de Pediatria, da Sociedade Portuguesa de Medicina do Estilo de Vida, da Fundação Portuguesa de Cardiologia e da Cruz Vermelha Portuguesa.

Saiba mais aqui.

94th EAS Congress


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22/02/2026


CPC 2026


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22/02/2026


22.º Congresso Português de Diabetes


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22/02/2026


O relatório do Programa Nacional para as Doenças Cérebro e Cardiovasculares revela “melhorias relevantes” nos cuidados de saúde primários

O relatório do Programa Nacional para as Doenças Cérebro e Cardiovasculares revela “melhorias relevantes” nos cuidados de saúde primários


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22/02/2026


Portugal registou, na última década, uma redução significativa da mortalidade por doenças do aparelho circulatório, tendo a proporção de óbitos por estas patologias atingido, em 2023, o valor mais baixo dos últimos 30 anos.

De acordo com o relatório “10 Anos das Doenças Cérebro e Cardiovasculares em Portugal (2013–2023)”, divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) apesar de estas patologias continuarem a ser a principal causa de morte em Portugal, representando cerca de 25% do total de óbitos, “a sua proporção tem vindo a diminuir de forma sustentada, aproximando-se pela primeira vez da observada para os tumores malignos”.

A DGS destaca que Portugal apresenta atualmente indicadores de mortalidade cérebro e cardiovascular iguais ou inferiores à média europeia. O relatório do Programa Nacional para as Doenças Cérebro e Cardiovasculares (PNDCCV) revela “melhorias relevantes”, entre 2015 e 2024, nos cuidados de saúde primários, com aumento da proporção de doentes com pressão arterial controlada e de pessoas com diabetes com níveis de colesterol LDL controlado.

Sublinha também “um aumento marcado das consultas de cessação tabágica, sinalizando melhor controlo dos fatores de risco cardiovasculares”.

O relatório revela ainda que mais de 65% dos internamentos por AVC e insuficiência cardíaca ocorrem em pessoas com mais de 70 anos. No entanto, salienta, “a consolidação das Vias Verdes do AVC e da Via Verde Coronária teve impacto direto na sobrevivência dos doentes”.

Evidencia também “uma transformação tecnológica marcada, com crescimento sustentado dos procedimentos minimamente invasivos e maior recurso a terapêuticas avançadas, alinhando Portugal com os padrões europeus de cuidados cardiovasculares”.

 Para mais informações consulte o site da DGS.

Fatores de risco cardiovascular do século XXI: mudanças climáticas

Fatores de risco cardiovascular do século XXI: mudanças climáticas


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18/02/2026


As alterações climáticas são uma das grandes ameaças à saúde e qualidade de vida no século XXI. A organização mundial de saúde (OMS) estima que 13 milhões de mortes/ ano são atribuídas a alterações climáticas e que 90% da população mundial respira ar não saudável. O impacto das alterações climáticas na saúde tem várias vertentes, como as alterações da temperatura, as catástrofes naturais, a poluição do ar ou a alteração do ecossistema das doenças transmitidas por vetores ou pela água. A suscetibilidade da população a estas alterações depende de fatores demográficos, geográficos e socioeconómicos, mas também de fatores individuais como a fragilidade e comorbilidades de cada um. 

Uma das formas de avaliar a qualidade do ar é a concentração de material particulado (PM), que corresponde a partículas com um tamanho tão reduzido que se infiltra profundamente no nosso sistema, levando a alterações fisiopatológicas como a disrupção endotelial, a inflamação sistémica ou a estados protrombóticos. Esta alteração fisiopatológica leva ao aumento do risco de doença cardiovascular (EAM, AVC, arritmias ou insuficiência cardíaca), com estudos a demonstrarem um aumento de 10% de risco cardiovascular com aumentos de 10 μg/m3 na concentração de PM no ar. 

Quando falamos das variações de temperatura, é importante referir que entre os anos 1990 e 2015 a mortalidade por temperatura ‘não ótima’ aumentou 45%, sendo esse aumento mais evidente com altas temperaturas. Por outro lado, vários estudos e meta-análises demonstram que o aumento da temperatura, tão pequeno como 1º C acima da chamada temperatura ótima, onde o risco cardiovascular é menor, é suficiente para aumentar de forma significativa o risco cardiovascular. Uma meta-análise concluiu que o aumento de 1ºC leva a um aumento de 2,1% da mortalidade cardiovascular. 

É importante ter em conta, na avaliação do risco cardiovascular, o impacto da exposição às alterações climáticas, sendo pela exposição à poluição do ar ou a temperaturas não ótimas, para que possam ser tomadas medidas preventivas individuais. A prevenção do impacto das alterações climáticas passa por intervenções na comunidade como a sensibilização para os cuidados a ter na exposição a temperaturas extremas, os avisos de ondas de calor/frio, a avaliação dos indivíduos em situação de fragilidade e a disponibilização de abrigos. O investimento em espaços verdes nos centros urbanos, a adaptação dos edifícios para que sejam energeticamente eficientes e a aposta em energia não poluente são essenciais na minimização do impacto humano no clima. 

As alterações climáticas são, essencialmente, induzidas pelo Homem e apresentam um impacto na saúde no seu todo que tem vindo a aumentar de forma significativa ao longo dos anos. Como profissionais de saúde, devemos ter em conta a avaliação do risco da exposição a estas alterações e intervir preventivamente. Como cidadãos temos ainda a obrigação de minimizar o impacto ambiental de cada uma das nossas decisões. 

Rui Osório Valente
Especialista de Medicina Interna do Hospital Lusíadas Lisboa e da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose

Webinar: Atualização de 2025 das guidelines ESC/EAS 2019 para a gestão das dislipidemias

Webinar: Atualização de 2025 das guidelines ESC/EAS 2019 para a gestão das dislipidemias


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05/02/2026


A Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA) e a Sociedade Europeia de Aterosclerose (EAS) têm o prazer de convidar todos os sócios a participar no webinarNational webinar on the 2025 Focused Update of the 2019 ESC/EAS Guidelines on the management of dyslipidaemias, a realizar no dia 9 de fevereiro.

Este evento surge num momento crucial para a atualização da prática clínica, permitindo a disseminação das novas recomendações internacionais e a sua adaptação às prioridades e à realidade nacional.

Detalhes do Evento

  • Data: 9 de fevereiro de 2026
  • Hora: 17:00 (Hora de Lisboa)
  • Plataforma: Online (Inscrição obrigatória)

Painel de Oradores e Programa

O webinar contará com a moderação do Prof. Alberto Mello e Silva e do Dr. Francisco Araújo, reunindo especialistas de renome internacional:

  • Introdução: Prof. Alberto Mello e Silva & Dr. Francisco Araújo
  • Lipid Lowering: Prof. Alberico Catapano
  • O que há de novo no “Focused Update” das Guidelines 2025 e o impacto na prática clínica: Dr. Carlos Aguiar
  • Discussão e Q&A: Espaço aberto para debate e esclarecimento de dúvidas.

Esta é uma oportunidade única para fortalecer a ligação entre a rede nacional e os peritos internacionais, garantindo que a abordagem ao risco cardiovascular em Portugal se mantém na vanguarda da ciência.

Inscreva-se aqui.

Fenotipagem da aterosclerose usando inteligência artificial

Fenotipagem da aterosclerose usando inteligência artificial


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27/01/2026


O mundo da inteligência artificial viveu o seu “momento iPhone” com a apresentação pública do ChatGPT em 2022. Muitas daquelas técnicas e modelos eram já conhecidos por aqueles que dominavam a área. Porém, a sua disponibilização ao público demonstrou as enormes potencialidades desta tecnologia, levando a um crescimento exponencial, que toca hoje todas as áreas. A Medicina não é, naturalmente, exceção, e também aqui estamos a viver grandes transformações — e seguramente viveremos ainda maiores em anos vindouros.

A fenotipagem da aterosclerose é um desafio clínico particularmente relevante. Interessa-nos prever a probabilidade de eventos com base em constelações de fatores de risco clássicos e integração com exames complementares de diagnóstico, cuja análise e interpretação se pretende o mais rápida e eficaz possível. Também neste domínio a inteligência artificial pode constituir uma ajuda preciosa.

Seria excelente que, ab initio, conseguíssemos utilizar de forma mais eficiente e eficaz as ferramentas já existentes. Por exemplo, aplicar automaticamente scores de estratificação de risco (que atualmente ainda exigem o uso de calculadores semi-automáticos) seria um passo substancial na melhoria da fenotipagem da aterosclerose, dado que muita estratificação ainda é feita “a olho”. Neste sentido, a inteligência artificial poderá vir a ser útil se — e quando — for implementada como ferramenta de screening dos registos médicos eletrónicos, permitindo o cálculo e a estratificação de risco de forma totalmente automática, sem intervenção direta do médico. Poderá igualmente auditar os resultados das intervenções terapêuticas, aferindo se o doente está ou não a ser alvo de um controlo adequado para o seu perfil de risco. Os dados disponíveis — portugueses, europeus e mesmo mundiais — mostram que estamos muito aquém dos ambiciosos alvos definidos pelas sociedades científicas. A inteligência artificial poderá, assim, revelar-se de grande utilidade neste contexto.

Mas não só. Se pensarmos em todo o percurso clínico do doente, a inteligência artificial pode ser valiosa em múltiplos momentos. Já verificámos que pode auxiliar na elaboração de registos clínicos, libertando o médico para interagir diretamente com o doente. Já existem escrivas médicos em prática clínica capazes de o fazer. Existem igualmente empresas dedicadas à interpretação clínica por inteligência artificial, que conseguem extrair pequenas informações com base em alterações subtis do tom de voz do doente.

E nos meios complementares de diagnóstico, tão essenciais à fenotipagem de facto da aterosclerose?

No eletrocardiograma, já há algoritmos de inteligência artificial com elevada capacidade preditiva, capazes de detetar a ocorrência de um enfarte agudo do miocárdio através de uma análise totalmente automática do ECG.

Na ecocardiografia, um ensaio clínico demonstrou que a inteligência artificial é tão capaz de efetuar medições corretas como operadores experientes.

Na AngioTC coronária e TC “simples” — ferramenta crucial para a caracterização da aterosclerose, nomeadamente da doença coronária — existe atualmente software em fase de validação que permite a caracterização detalhada das placas ateroscleróticas, tanto do ponto de vista qualitativo (por exemplo, vulnerabilidade, composição, conteúdo cálcico), como quantitativo (grau de estenose). Estas ferramentas poderão acelerar o processo analítico e fornecer recomendações automáticas.

Também na área invasiva já existe evidência de que a inteligência artificial consegue tornar as imagens da angiografia coronária mais objetivas, reduzindo a variabilidade intra e inter-operador, bem como derivar diretamente parâmetros fisiológicos a partir de imagens de angiografia ou fazer uma análise totalmente automática de imagens de ecografia ou OCT intra-coronário.

Em suma, a inteligência artificial veio para ficar. Temos a responsabilidade de a integrar devidamente na Medicina, a fim de promover o seu uso seguro e frutuoso.

Miguel Nobre Menezes
Especialista em Cardiologia, Hospital de Santa Maria

“Advanced Course on Cardiovascular Diseases: Diagnosis, Therapies, and New Therapeutic Targets”


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26/01/2026


Edifício da AHED, em Carcavelos

SPA e Tecnifar anunciam trabalhos vencedores do 1.º Congresso de Risco Vascular nos CSP

SPA e Tecnifar anunciam trabalhos vencedores do 1.º Congresso de Risco Vascular nos CSP


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21/01/2026


A Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA), com o apoio da Tecnifar, realizou o 1.º Congresso Online de Risco Vascular e Dislipidemia em Cuidados de Saúde Primários para debate de casos clínicos, estudos e projetos no âmbito do risco vascular e dislipidemia em Cuidados de Saúde Primários (CSP). São agora anunciados os trabalhos vencedores do evento:

1.º lugar

“Casuística de uma Unidade de Saúde Familiar do Algarve – Desafiar o risco cardiovascular em doentes com VIH”

Investigador Principal: Dr.ª Ana Paula Romualdo (USF Ria Formosa – ULS Algarve)

2.º lugar (menções honrosas)

“Perfil de Risco Cardiovascular pré-evento em doentes seguidos nos Cuidados de Saúde Primários”

Investigador Principal: Dr.ª Luísa Sá Almeida  (Unidade de Saúde Familiar Anta – ULS Gaia e Espinho) 

“Do sintoma inespecífico ao diagnóstico de doença coronária: a importância da avaliação global do risco cardiovascular”

Investigador Principal: Dr.ª Mariana Silva (USF Carolina Beatriz Ângelo | ULS Guarda)

A SPA parabeniza os vencedores.